quinta-feira, 23 de junho de 2022

Ato na noite de Floripa contra o estupro e à favor do aborto


          Aconteceu na noite de terça (21/06) um ato organizado por várias organizações sociais em frente ao Terminal Central de Florianópolis para combater os abusos que sofrem as mulheres vítimas de estupro, assédio e tortura numa sociedade machista como a nossa. O ato reuniu centenas de pessoas e na defesa de uma menina de 11 anos de idade que foi estuprada, desamparada pela justiça catarinense e que não fosse pelos órgãos de imprensa alternativa ainda estaria nestas condições.

          Não foi apenas um ato, mas uma marcha contra a violência contra a mulher e para que haja proteção às crianças vítimas de estupro. O ato foi feito para que a criança consiga realizar o procedimento de aborto legal e para que o estado defenda ela, sua integridade. Pois é um dever do estado defender nossas crianças, é dever da justiça assegurar a vida e a saúde nossas crianças, e o que aconteceu neste caso foi totalmente o oposto do que diz a lei.

          O que aconteceu em nosso estado foi um estupro de uma menina de dez anos de idade, e que por conta de uma justiça injusta e parcial, não se deixou ela realizar um aborto legal. Deixaram essa criança numa "casa-lar", justificando para isto a segurança da infante. Mas isso é uma forma arbitrária e bizarra para que ela não fizesse o aborto. 

          A lei que considera que o aborto legal e seguro em caso de estupro precisa ser feita e não está sendo cumprida pelo nosso judiciário que deveria ser o seu guardião. O ato de terça foi pela defesa das mulheres, à defesa das nossas crianças e para que o estado cumpra com o seu papel de defender nossas crianças e as mulheres. 

          Ontem (22/06) saiu uma nota de que a criança foi liberada da "casa-lar" para ficar com a sua mãe, e isso só aconteceu por conta dessa pressão que vem acontecendo nas redes sociais e nas ruas. Conseguimos esta pequena vitória, mas precisamos avançar em muito nessa luta criando um mecanismo de defesa para essas crianças e para todas as mulheres do Brasil.

Mari Feltrim é da UJS

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